Resumos - Pré Prints | v. 4 n. 4 (2026)
Cleubia Vieira Da Silva Priscila Ferreira Sales Da Silva Thaynara Iluminata Da Silva Sena Bruno Melo Moura
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Publicado em maio 29, 2026
A psicanálise compreende a criminalidade como expressão de sofrimentos psíquicos e traumas não elaborados, e não como essência monstruosa do indivíduo. Experiências precoces de abuso, negligência e violência incestuosa fragilizam a constituição subjetiva, favorecendo mecanismos como a compulsão à repetição e a identificação com o agressor, que se atualizam em condutas transgressoras. Entre os transtornos mais associados ao crime, destacam-se o Transtorno de Personalidade Antissocial e a Psicopatia, marcados pela ausência de empatia e manipulação, além de quadros como esquizofrenia e transtornos de conduta. Contudo, tais patologias interagem com fatores sociais, como desigualdade, patriarcado e exclusão, evidenciando que a violência resulta do cruzamento entre pulsão, trauma e laço social. O presente estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, realizada a partir da análise de 33 artigo científicos publicados entre 2021 e 2025, sendo incluído um artigo de 2002 por sua relevância teórica. As fontes foram obtidas nas bases CAPES, SciELO, PePSIC e Google Acadêmico, seguindo critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Os resultados indicam que o ato criminoso pode ser lido como uma tentativa falha de elaboração psíquica diante de impasses inconscientes. Mais que punição, torna-se necessária a articulação entre práticas terapêuticas e políticas públicas, capazes de oferecer simbolização, romper ciclos de violência e promover reinserção social.
Palavras-chave: Psicanálise, Trauma/ Psicopatologia, Criminalidade, Intervenção Psicossocial.
