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QUALIS

B1

2021-2024
quadriênio

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Revista Universitária Brasileira

##plugins.themes.gdThemes.general.eIssn##: 2965-3215


Resumen

A hipersensibilidade auditiva acomete cerca de 60-90 % dos autistas, gerando fuga de ambientes barulhentos, dor física e elevação de estresse. Estudos recentes indicam que estímulos musicais estruturados podem reduzir esse desconforto, melhorar comunicação social e motricidade e modular a atenção seletiva. Todavia, ainda faltam revisões que integrem desconforto sonoro, processamento sensorial e intervenções musicais. Existem lacunas na compreensão de como o viés de hiporresponsividade/hiperresponsividade auditiva interfere na eficácia das abordagens musicais no TEA. Dessa maneira, o presente trabalho busca mapear evidências que relacionem desconforto sonoro, autismo e música. Para isso fez uma revisão de escopo nas bases: PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO e Cochrane, com as strings: (“autism” OR “autistic”) AND (“auditory hypersensitivity” OR “sound discomfort” OR “hyperacusis”) AND (“music therapy” OR “musical intervention”), tendo por critérios de inclusão estudos publicados nos últimos 5 anos, com texto completo em Inglês ou Português, de acesso aberto e com amostra humana. Por critérios de exclusão: relatos de caso únicos e ensaios focados em neuroimagem. Quinze estudos compõem a presente revisão. Após a leitura dos trabalhos, encontrou-se que modelos de Integração Sensorial descrevem viéses atencionais (dificuldade de filtrar ruído competitivo) e cognitivo-emocionais (respostas de luta-fuga condicionadas a frequências específicas). Enquanto isso, a música, por compartilhar parâmetros acústicos controláveis (frequência, dinâmica, previsibilidade rítmica) e envolver recompensa dopaminérgica, apresenta-se como ferramenta de dessensibilização gradual e suporte à regulação emocional. Por sua vez, tocar um instrumento musical acrescenta feedback proprioceptivo que ancora a atenção e fortalece a percepção de autocontrole. Os achados apontam que intervenções musicais personalizadas podem diminuir o desconforto sonoro e favorecem competências socioemocionais, apontando para a necessidade de estudos futuros que comparem protocolos graduais de exposição sonora musical e explorem marcadores funcionais comportamentais no mapeamento do desconforto sonoro no autismo. Este estudo foi financiado por uma bolsa da CAPES.

 

Palavras-Chaves: Desconforto Sonoro, Autismo, Música.

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