Open Access Journal

QUALIS

B1

2021-2024
quadriênio

Language

Revista Universitária Brasileira

e-ISSN: 2965-3215


Abstract

10.5281/zenodo.17442819

A ampliação do acesso aos medicamentos contribui para o acúmulo de sobras, que na maioria das vezes resultará no descarte inadequado, levando à deposição final diretamente no solo ou na rede sanitária, sem a utilização de técnicas que possam proteger a saúde pública e mitigar os impactos ambientais. Diante disso, tem-se como objetivo destacar a atuação do farmacêutico no controle do descarte de medicamentos. Este estudo adotou uma abordagem metodológica que combinou diferentes métodos de pesquisa. Inicialmente, foi realizada uma revisão integrativa da RDC n° 222/2018, explorando informações relacionadas ao papel do profissional farmacêutico. Posteriormente, uma pesquisa adicional foi conduzida utilizando um questionário remoto, visando aumentar a participação e obter dados de uma amostra mais representativa. Os problemas ambientais acarretados pelo descarte incorreto de medicamentos levaram o poder público a desenvolver diversos mecanismos de controle, como a RDC n° 222/2018 da ANVISA, que aborda as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos de Saúde (RSS), determinando que todo serviço de saúde gerador de resíduos deve dispor de um Plano de Gerenciamento de RSS. Este determina diversas medidas como estimar a quantidade de resíduos gerados de acordo com os grupos classificados pela RDC, descrever os procedimentos quanto à geração, à segregação, ao acondicionamento, à identificação, à coleta, ao armazenamento, ao transporte, ao tratamento e à disposição final ambientalmente adequada, além das ações a serem adotadas em emergências e acidentes decorrentes do manuseio dos resíduos; dentre outras. Embora a RDC nº 222/2018 não aborde explicitamente o papel do farmacêutico no descarte, esse profissional desempenha uma função crucial como guia e facilitador nesse processo. Assim, seu conhecimento especializado é capaz de atender as exigências legais, além de promover a participação ativa da população na devolução de medicamentos em desuso e a disponibilização de locais de coleta.

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