Resumos - Pré Prints | Vol. 4 Issue 4 (2026)
Mayelle Celis Américo Ferreira da Silva Samuel Mia Galindo Wagner Pierre Monteiro de Bourbon Reinaldo
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Published in May 29, 2026
A transferência do parto para o hospital no século XX transformou-o em um processo sob controle médico e tecnocrático, resultando na medicalização excessiva e na perda do protagonismo feminino. No Brasil, esse cenário se expressa nas altas taxas de cesarianas e na prevalência de violência obstétrica, entendida como conduta desumanizada baseada em normas de gênero, que gera sofrimento psíquico e compromete o vínculo mãe-bebê. Esta revisão integrativa analisou produções científicas (2020–2025) que relacionam o tipo de parto e o sofrimento psíquico no puerpério, com base em referenciais de Michel Foucault e Judith Butler. Os achados mostram que o tipo de parto e o contexto emocional e institucional influenciam significativamente a saúde mental materna. A perda de autonomia, o silenciamento e práticas intervencionistas estão associados a trauma, sintomas depressivos e dificuldades na vinculação inicial. A cesariana não planejada apresenta maior associação com sintomas de depressão pós-parto. A Psicologia se destaca como essencial na humanização do parto, oferecendo escuta qualificada e promovendo autonomia, permitindo que o parto seja ressignificado como experiência de empoderamento e reconstrução subjetiva.
Palavras-Chaves: parto, puerpério, sofrimento psíquico, violência obstétrica, saúde mental materna.

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Copyright (c) 2026 Mayelle Celis Américo Ferreira da Silva, Samuel Mia Galindo, Wagner Pierre Monteiro de Bourbon Reinaldo