Resumos - Pré Prints | v. 4 n. 4 (2026)
Amanda Quirino de Sousa Yasmin Vitória Rodrigues da Silva Wagner Bourbon
Informações do autor
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Publicado em maio 29, 2026
Introdução: A identidade sexual é resultado de interações complexas entre fatores biológicos, psicológicos, culturais e relacionais. Nesse contexto, a família se destaca como o primeiro espaço de socialização e um dos principais agentes na validação ou negação da diversidade sexual. Assim, compreender o papel das dinâmicas familiares na formação da identidade sexual de jovens LGBTQIA+ é essencial para o desenvolvimento de práticas inclusivas e políticas de promoção da saúde mental. Objetivo: analisar, a partir de uma revisão integrativa da literatura, como as dinâmicas familiares influenciam a com strução da identidade sexual e o bem-estar emocional de jovens LGBTQIA+, identificando fatores de risco e proteção associados à aceitação ou rejeição familiar. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura por meio da plataforma Google Scholar. Foram utilizados descritores em português e inglês relacionados a “identidade sexual”, “família”, “LGBTQIA+” e “saúde mental”, considerando estudos publicados entre 2020 e 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 20 artigos nacionais e internacionais foram selecionados e analisados de forma crítica e comparativa. Resultados: Os estudos revisados evidenciaram que o apoio familiar é um fator protetivo fundamental, associado à autoestima, resiliência, pertencimento e estabilidade identitária. Por outro lado, a rejeição familiar, expressa por críticas, expulsão, silenciamento ou ruptura de vínculos, está relacionada a maior incidência de depressão, ansiedade, ideação suicida e exclusão social. Observou-se que crenças religiosas e valores culturais influenciam as respostas familiares, podendo reforçar discursos cisheteronormativos. No contexto brasileiro, a rejeição familiar também se associa à vulnerabilidade socioeconômica e à evasão estudantil, devido à falta de políticas institucionais de apoio a jovens LGBTQIA+. Em contrapartida, redes comunitárias e grupos de acolhimento mostraram-se estratégias eficazes de resistência e fortalecimento emocional. Conclusão: Conclui-se que a família desempenha papel central na construção da identidade sexual e no bem-estar emocional de jovens LGBTQIA+. A aceitação e o diálogo familiar configuram-se como formas de resistência aos discursos excludentes e como instrumentos de promoção da saúde mental. Reforça-se a necessidade de políticas públicas, ações educativas e intervenções psicológicas afirmativas que fortaleçam os vínculos familiares e ampliem a inclusão social dessa população.
Palavras-chave: identidade sexual; dinâmicas familiares; juventude LGBTQIA+; saúde mental; aceitação e rejeição familiar.
